Se descobrindo…o caminho para o auto-conhecimento

sustentabilidade2 Do momento da concepção, isto é, quando o espermatozóide encontra o óvulo, até nosso último suspiro vivenciamos situações de grandes descobertas.

O nascer, primeiras palavras, primeiro caminhar, choros, risos, tudo isso nos leva ao caminho do auto-conhecimento, ou pelo menos deveria nos levar. Acontece que, apenas nos damos conta da importância de desenvolvermos o auto-conhecimento quando já somos adultos e cheios de vícios, experimentações e vivências traumáticas.

Hoje citarei a mim como exemplo. Quando criança sempre tive em mente o queria ser ao crescer. Dizia, desde o meus cinco anos, que estudaria para ser cientista. Foi exatamente isso que fiz. Terminei o colégio e logo entrei na universidade, fui cursar ciências biológicas com o intuito de me tornar uma grande cientista. Os anos passaram, me formei com grande louvor, e no dia seguinte a formatura, estava eu, iniciando meu mestrado, enfim eu estava a alguns passos de me tornar “A Cientista”.

Até esse momento eu tinha certeza do que eu realmente queria pra minha vida…foi quando, me dei conta que seria mãe!!! Pois é, encarei a maternidade juntamente do mestrado, resultando ao final de longos 4 anos, duas filhas, marido, uma tese de mestrado e ainda um baita estresse. Não podendo esquecer-me das inúmeras dúvidas que adquiri nessa maratona toda – oras, afinal quem sou eu? quem realmente era a Camile? Mãe? Esposa? Cientista? O que eu era? Eu estava feliz com aquilo tudo???

Precisei de mais dois anos e meio pra começar a me descobrir!!!! Difícil, sim, impossível jamais!!! A busca pelo auto-conhecimento me fortaleceu, me fez enxergar o quão grandioso é o despertar de cada dia. Afinal, ao acordamos sempre temos duas escolhas para aquele dia: “Ele pode ser o melhor dia de sua vida, ou o pior”, só depende do que escolhemos.

Enfim, descobri o prazer das pequenas coisas e pequenos momentos. Ao invés de apenas cientista hoje também sou professora, e a cada dia em que leciono para meus alunos a gratidão que recebo é imensa, revigorante. Ser mãe com tempo e dedicação as minhas pequenas filhas é algo também insubstituível. No final, o que importa é SERMOS FELIZES, além de termos a imensa GRATIDÃO SEMPRE.

Namaste

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